sibeliusclaussen

A pesquisa revisita,o design constrói.

Sou graduado em Desenho Industrial pela PUC-Rio, Diretor Criativo e de Inovação na Redesenhe e atuo há mais de 14 anos desenhando produtos digitais em SaaS, Fintech, Educação e Big Data. Ao longo dessa trajetória, liderei projetos que destravaram resultados diretos de negócio — como reduzir em 80% o abandono de campanhas na APOIA.se e expandir em 52% a receita B2B da Quaddro.

Mas quase tudo o que aplico em arquitetura de software veio de dois lugares fora da tela: vinte anos de palco no teatro e a oficina física. No teatro, aprendi que se você tenta impor um texto sem escutar a respiração da sala, a atenção quebra. Num produto digital, acontece o mesmo: quem senta diante de um fluxo complexo de pagamento ou gestão traz a pressa e o cansaço do dia. Design não é enfeitar o botão; é preparar o solo para que a pessoa não trave no meio do caminho.

Viajar pelo Brasil e pelo Uruguai numa Kombi me ensinou sobre o que é palpável. Na estrada de terra, o que não funciona na prática quebra na primeira curva. Não cabe defender uma hipótese bonita no Figma se ela não aguenta o atrito do uso real.

Hoje, em Teresópolis, mantenho meu laboratório de pesquisa material e fabricação digital — trabalho reconhecido com o Selo Iniciativa Jovem da Shell e mentoria de Camila Farani — enquanto estudo relações harmônicas no violão de nylon pelo sistema CAGED. Para mim, a física dos materiais e a lógica das interfaces respondem à mesma pergunta.

Talvez o bom design seja justamente aquele que resolve a complexidade nos bastidores e sabe a hora de sair do caminho para deixar a ação acontecer.